É armazém
É terra funda sem cultivo
Sem fruto para dar
É rocha,
Que não parte à primeira
É areia movediça
Que sepulta
Que engole e tapa
Que não destapa
Porque há sempre barreira
Há que calar
Porque é sacrário
De alguém,
Que sabe de justiça
E sempre soube amar.

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