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Pretendo com este blogue partilhar, com quem quiser ler, os pensamentos e poemas que escrevi ao longo da minha vida. Deixem-me uma pequena mensagem quer gostem ou não do que lêem.

Maria da Saudade



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nem boa, nem má...

Digo-vos que não sou boa
E sinto que não sou má
Mas também não falo à toa
Decifrar... não sou capaz!
                       Sou como todo o ser humano
                       Creio que todos são assim
                       Não sou mulher mundana
                       Mas também nenhum Serafim!
Sou, nisso acredito,
Como qualquer de todos nós:
Serão assim vossos flhos
Foram assim vossos avós.
                       Convém a todos nós
                       Mudar essa atitude
                       Combater o bom combate
                       Procuramos a Virtude.

Briga

Parei no jardim d`um infantário
E vi as crianças a brincar
Umas jogavam à bola
Outras no baloiço a balançar
Outras no escorrega
E duas estavam a brigar!
As brigas começam cedo...
Mas política não será...
Perguntei então ao Alfredo:
O que ali se passará?
Nada de importância,
É a Rita que é muito má...
Tens a certeza?
Não será só uma discórdia?
Oh!!
Ela discorda de todos nós...
Está sempre a discordar...
Então usa de misericórdia
E vai para as separar
Oh!!!
Para eu também apanhar?
Bem!
Estão a viver o mundo delas...
Com esta criançada
O melhor é estar calada.

Pensando no Céu

Vivo no sonho
Mas morrerei acordada
Ouvindo a balada
Que cantam do...
Do outro lado...
É linda!
E, seguindo-a,
Irei encontrar
Um grande mar
De sonhos acordados.

A alma sem sempre salmodia
Principlamente de dia,
Os afazeres nos distrai
Mas com dedicação e amor
O trabalho é oração também!
Mas não esqueças, alma minha,
Que para Deus salmodiarás
Na paz,
Para sempre,
Um dia!
Há olhares que reflectem Primaveras
E olhares de Outono
Com folhas a murchar!
Pobres imitando
Princesas d`outras Eras
Ricos de calças rotas
Como se fossem paupérrimos.

É como os calendários...
Com tempo desfasado,
Nas datas certas...!
Como não se distingue o lendário
Das nossas modas...
E poucos já poem os afectos
À prova!

São sinais dos tempos
Troca de ventos
Ventos em fúria,
Arrastando tudo...
Mudanças de ideias
Mares vomitando águas e areias
Até quando esta penúria?

Para quê sindicatos,
Greves, mandatos,
Manifestações...?
Se nada se vê destas lamentações!
Só quando o sol, aquecer o coração de todos, todos...
Então acabarão todas estas razões!
Quando, quando não sei!

Esquece o bicho mau

Esquece o bicho mau
Que escureceu a tua vida
Como uma noite sem lua.

Olha o Céu,
Que te trará outro dia
E o sol que ilumina.

Calca aos pés
Tudo o que te magoou.

Ergue um troféu
A tudo o que te elogiu
E verás que tudo será mais leve.

Tira o véu com que te escondes...

Éso que és
Sentes o que sentes
E isso tem um rosto.

Tudo termina bem
Quando Deus está connosco.

Transmissão

Transmito para ti,
                       Papel!
Aquilo que descobri
Neste mundo carrocel
Roda, roda, gira, gira
Uns buscando a moda
Outros sempre à mira
Duma fraude a seu favor
Ainda outros pensando à antiga
Outros fazendo livre amor,
                        Anda tudo misturado!
Trigo, joio, joio trigo,
Certas coisas eu não digo
Pois não estou autorizada
É uma tal misturada
Que leva tempo a separar
                        Mas a ti, Senhor,
Eu vou suplicar
Que deites mão a esta mistura
E a ti, ó criatura,
Deixa de pensar assim...
Serena o teu pensar
Faz deste mundo um jardim.

LIberta-te

Liberta-te e sai
Vai até às praças e descontrai
Vai até aos jardins
Para as flores contemplares
Põe teu corpo a girar!
                       Faz como David!
O grande rei,
Que pelas ruas dançava e pulava
Acompanhado com populares
E ao som de cantares
E ao som de tambores
                       Isto quando a arca transladava!
E o que não se faz por amor?
David,
Dançava e pulava
E dentro de si,
De gozo gritava,
Porque era para Deus que dançava.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Livre como um passarinho

Nas asas dum passarinho
Está escrito liberdade
Que inveja...!
Gostaria de voar com ele
Até outras cidades...
Sem dinheiro,
Sem bagagem,
Sem hora certa de voltar
Com o corpo em liberdade
E a alma a cantar.

Contrato

Fiz contrato com a alegria
Ficar comigo não queria
Convenci-a a muito custo
Estava sempre a escapar
Mas eu tornava a contratar.

A alegria ficou
Mas creio que pouco me amou!
Mas teimosa como sou
Consegui convencê-la
Pois eu não queria perdê-la-

Olhou para mim e sorriu...
És teimosa como eu!
Disse-me ela segredando:
Consegues prender-me a ti!
Mesmo que a tristeza se imponha
Ficarei contigo até ao fim!

Canção velha

Eu vou desistir
Da velha canção,
Porque ela
Não tinha coração!

Sem tocar no sério,
Demasiado forte,
Vou deixar para trás
O que levava à morte.

O mundo já tem
Tristeza e fantasia
Vou dar a esta canção
Muita, mas muita alegria.

Não desisto agora
Desta nova canção
Porque ela já tem dentro
Um grande coração.
Meus pés já fogem
Do chão tão seguro
Debilmente caminhando
Para outro futuro.

Pesadelos

Acordei com pesadelos
E no sonho era eu
Era um sonho bem pesado
Que não passava ao lado
Porque o peso era meu.
                            Estou no mundo e não estou
                            Faço tanta coisa... mas nada faço,
                            Trabalho,
                            Como quem não trabalhou
                            Semeio, mas pouco apanho.
Sou como a azeitona preta
Que da oliveira cai ao chão
E no chão se enterra!
Se não passa pelo lagar,
Como pode alumiar?

Juventude

O jovem por vezes não pára
                       Porque sente
                A euforia da vida!

Meu aval

Dou aval ao rapaz novo
Mas receio pô-lo à prova
No meio do povo
Neste mundo atribulado
Devia ensiná-lo.
Primeiro:
Procurar bons companheiros
Que não o levem para a droga
E,
Queria ter a certez
Que não se entrega à avareza
Porque é dada p`lo Demónio...
Vou pedir a Santo António
Que o livre de todo o mal
E,
Para dissipar minha dor
Que seja bom trabalhador
E alegre, como a cotovia,
Terei assim muita alegria
De ter dado o meu aval. 
Pedi a Jesus
      Que me desse a conhecer
               Os meus amigos,
                         E os meus inimigos.

                   E, Ele, me deu a Cruz!
          Mas foi por ela que os conheci.

Liberdade

Quero viver em liberdade
Não estar presa a ninguém
Quero viver essa liberdade!

Quero ser livre como o vento
Desabrochar meu pensamento
Sejam falsos ou verdadeiros
Quero ter por companheiro
O amor e a amizade
E,
Quero também a franqueza!

Quero ter a certeza
De não ser manipulada
Mesmo com vida atribulada
E devendo respeito a alguém...
Quero que saibam também
Que...
Liberdade não é ser esperta!

É ter alma sempre alerta
Consciência tranquila
Não me entregar ao gorila
Ter vida sã com amizade
Quero essa liberdade!

Cores diferentes

Quero pintar a alegria
De vermelho, bem escarlate,
De roxo pinto a tristeza
Mas quero pintá-la com arte.

Cautela!

Embebecidos no capricho da vida
Entre o ter e o poder
Faz com que alguns se percam
Na teia do mundo, tecida para tal
Confundidos,
De cérebro embotado,
Caminham ignorantes
Do seu fim.
Quando os anjos passam
                              O ambiente logo suavize...
Desejei carinho da vida
                           E ela o desejaria de mim
Afinal desencontrámo-nos
                          Porque teve que ser assim?

Balões

Que terão em mente
Estas dezenas de balões
Que vagueiam no ar?
Vi-os de manhã
Passarem em grupo
Coloridos e tão bonitos...
E subiam, subiam,
Ziguezagueavam,
Pareciam que dançavam
No seu balançar
Talvez ilusão de óptica...
Mas era um belo espectáculo!
Parecia a Primavera
No céu,
Lançada na atmosfera!
Mas iam ficando
Cada vez mais pequenos
Mais pequeninos, pequeninos...
Até que deixei de vê-los!
Onde teriam ido?
Foram ter com as estrelas?
Pára!
  É desatino correr atrás do vento
     Porque não o alcanças
         E só perdes o teu tempo.

Futuro?

Hoje já foi um dia de futuro!
Futuro que sonhei
Mas não alcancei.

Feliz de quem sonha
Ainda que não concretize
É recreio temporário do pensamento
Mesmo que haja inquietude da alma.

Onde está o nobre?

Olha a serra,
Olha a montanha,
Escuta a voz do Senhor.
Olha o mar,
Olha as estrelas,
Olha tudo em redor.
Olha o rico,
Olha o pobre,
Olha tudo com o mesmo amor!

Menino rico,
Menino pobre,
Vosso olhar eu fito
Em silêncio eu medito
Qual será o mais nobre?

Arriba, desperta!!!

Caída, levantada,
Não importa!
Importa que consiga me arrastar
Que respire, que não viva morta
Minhas mãos consigam trabalhar.
                               
                                      Que introdução é esta?
                                      Minha alma não está em festa
                                      Há silêncio, adormeceu!
                                      O que aconteceu?
                                      Arriba, desperta!

Chamem por mim
Não me deixem viver morta
Toquem à campaínha,
Batam à porta
Busquem na casa, no jardim
Em todos os cantos
Peço-vos em pranto!
Chamem por mim
Não me deixem viver morta!

Conselho

Sentada,
Não alcanças!
Caminhando,
Pode demorar, mas chegarás.
Não desistas, caminha...